Estudantes de Jequié realizam estudo e homenageiam a cultura indígena

Com o objetivo de valorizar a cultura e as tradições indígenas, os estudantes do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Maria José de Lima Silveira, em Jequié, no Sudoeste baiano, estão realizando, a partir desta segunda até quinta-feira (16 a 19), a Semana Indígena, com uma programação especial em homenagem do Dia do Índio. A atividade interdisciplinar é resultado das disciplinas Projeto de Vida e Mundo do Trabalho, dentro da modalidade Educação em Tempo Integral, que é ofertada pela unidade escolar e que envolveram discussões, documentário e exposição de materiais indígenas.

Até quinta-feira serão realizadas palestras e apresentações de dança, teatro e poesia, bem como jogos indígenas. Em História, serão feitas reflexões sobre os povos indígenas na atualidade e suas contribuições para a construção da identidade brasileira. Já na disciplina de Língua Portuguesa, os estudantes farão uma leitura dos mitos indígenas, suas linguagens e as influencias dos seus falares para o vocabulário brasileiro. As questões demográficas e as etnias existentes no Brasil; o grafismo indígena, o artesanato, os adereços, a dança e os cantos; e a vivência dos povos indígenas no trabalho dentro e fora das aldeias serão debatidos, respectivamente, pelas áreas de Geografia, Artes e Mundo do trabalho e cidadania.

A professora Idália Lino Santos, destaca que, graças à oficina realizada na semana passada, os estudantes estão participando da Semana Indígena com uma nova visão sobre o povo indígena. “Fizemos um trabalho muito valioso, pois a nossa oficina se propôs justamente a mostrar aos alunos que o indígena é um ser humano que tem a sua própria cultura, como temos a nossa, e que, como nós, está em todos os setores da sociedade: na escola, na universidade, no mundo do trabalho”, avalia a educadora.

A estudante Kailane Gomes Santos, 14, conta que ela tinha uma visão caricaturada do indígena. “A ideia do índio com penas na cabeça, pinturas corporais e colares foi desconstruída com este trabalho. Foi muito importante conhecer essa etnia de forma real porque a realidade é que o indígena está em todos os lugares e pode conviver com a gente como qualquer ser humano”, afirmou. O colega Bruno de Jesus, 18, também dá a sua opinião: “Achei muito interessante a promoção da oficina porque tinha uma visão bem diferente sobre o povo indígena. Com esse trabalho, aprendi que ele é como a gente, apenas tem uma etnia diferente da nossa. E, como nós, tem que ser respeitado como cidadão, seja na escola, na universidade, na rua, no mundo do trabalho”.

Reflexão e aprendizado – O trabalho com a temática indígena realizado na unidade escolar tem como inspiração a funcionária administrativa Eliana Pataxó, que fala sobre a importância da iniciativa. “Compreendo que a escola é o espaço onde pode ser discutido o tema, proporcionando aos estudantes conhecer as diferenças culturais dos povos étnicos indígenas para apreender a respeitá-los”, considera.

 

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